Este fundo é constituído por um livro somente: trata-se do manuscrito original do Regimento do auditório eclesiástico do arcebispado primacial de Goa, da sua [...]ação, e oficiais da justiça eclesiástica, e mais coisas pertencentes ao seu bom governo, ordenado pelo ex.mo e r.mo s.nhor D. António Taveira de Neiva Brum arcebispo metropolitano do dito arcebispado, primaz da Índia Oriental, do conselho de S. Maj.de Fidelíssima. Trata-se de um regimento criado no âmbito do funcionamento da justiça eclesiástica. O termo =auditório= assume neste caso o sentido de um tribunal. Possui no iníco a portaria do arcebispo e no final o índice do regimento. A numeração das folhas encontra-se rubricada pelo escrivão da câmara pontifícia, João Pereira, que ao fim lavrou um termo de confirmação no ano de 1765. O principal motivo que levou à aquisição deste documento teve a ver com o facto de que era natural do Faial, ilha onde nasceu no dia 22 de julho de 1706, e descendente de famílias aristocráticas, o arcebispo responsável pelo surgimento deste regimento, Dom António Taveira de Neiva Brum da Silveira. Foi ele designado em 15 de outubro de 1749 arcebispo de Goa e primaz da Índia Oriental, título cuja confirmação ocorreu por uma bula papal de 25 de janeiro de 1750, o mesmo ano em que se deu a sua partida para o oriente. Por lá esteve durante 25 anos, tendo falecido durante a sua viagem de regresso ao reino no ano de 1775 (fonte: Fernando Faria Ribeiro, Em dias passados: figuras, instituições e acontecimentos da história faialense, edição do Núcleo Cultural da Horta, 2007, página 132).