Família Dabney
Informação não tratada arquivisticamente.
Nível de descrição
Fundo
Código de referência
PT/BPARJJG/FAM/FD
Tipo de título
Atribuído
Título
Família Dabney
Datas de produção
1880
a
1980
Dimensão e suporte
Cerca de 1 m/l; papel e digital.
Entidade detentora
Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça - Horta.
Produtor
Família Dabney.
História administrativa/biográfica/familiar
A família Dabney fixou residência na ilha do Faial no século XIX. Integrante de uma elite educada e culta, empreendedora, durante três gerações marcou, de forma indelével, a dinâmica das relações comerciais, culturais e sociais dos Açores com ambas as margens do Atlântico, e da própria ilha, em particular.O patriarca, John Bass Dabney (1767-1826), nasceu na cidade de Boston, Província da Baía de Massachusetts (atual estado de Massachusetts), na costa nordeste das colónias britânicas na América, poucos anos antes da proclamação da independência dos Estados Unidos. Filho de uma família de negociantes, tinha 17 anos quando o pai faleceu. As tensões políticas e económicas vividas na província nas décadas de 1760 e 1770, que conduziriam ao Massacre de Boston, ao Movimento do Chá e que culminariam na independência do país, levaram a que John Bass decidisse partir para Alexandria, na Virgínia, e estabelecer um negócio de exportação de produtos americanos para a Europa e de importação de vinhos franceses. Pouco depois, apesar das agitações da Revolução Francesa, partiu para a França, vindo a estabelecer-se em Bordéus, em 1794, onde constituiu uma nova casa comercial, dedicada à armação de navios e ao comércio com os Estados Unidos.A recusa de Napoleão Bonaparte a permitir que os britânicos participassem de assuntos diplomáticos e comerciais com a Europa continental, levou a que, em 1803, estes rompessem o tratado de paz celebrado entre ambas as nações em março do ano anterior. O conflito eclodiu não pelas armas, mas por uma guerra comercial na qual, com o apoio da sua marinha, o Reino Unido impôs um bloqueio naval à França. Em consequência, os franceses impuseram um embargo económico em parceria com os países aliados continentais (Dinamarca-Noruega, Prússia, Suécia e Rússia, que formaram a Segunda Liga da Neutralidade Armada). Essa conjuntura levou John Bass a encerrar definitivamente os negócios em França e a retornar com a família para o seu país. Na viagem de regresso a Boston, fez escala no Faial, onde permaneceu entre dezembro de 1804 e maio de 1805, certamente para averiguar “in loco” as potencialidades do meio quanto a futuros negócios e da importância do vinho e da aguardente no contexto do comércio atlântico (LOBÃO, 2013 I,37).A neutralidade portuguesa face ao conflito, a localização geográfica da ilha, a meio do Atlântico Norte, as condições naturais da baía da Horta e a perspetiva de novos negócios, sobretudo a partir do vinho produzido na ilha do Pico, terão levado John Bass a considerar a possibilidade de se instalar na vila. Em agosto de 1806, regressou ao Faial já com o cargo de primeiro cônsul dos Estados Unidos para o arquipélago dos Açores (COSTA, 2009), nomeado pelo presidente Thomas Jefferson, instalando-se na vila da Horta. Em 1826 viria a ser sucedido no cargo pelo seu filho, Charles William Dabney, (1794-1871) e, em 1872, pelo seu neto, Samuel Wyllys Dabney (1826-1893). Aqui viria a ser fundada a casa comercial John Bass Dabney & Son, que a partir de 1868 até 1892, passaria a designar-se Charles William Dabney & Sons (LOBÃO, 2013 I,37).Em 1892 o último dos Dabney partiu do porto da Horta com destino a Boston pondo fim a 88 anos de convivência com a sociedade faialense. Durante este período, os Dabney incrementaram significativamente o movimento do porto da Horta, onde criaram diversos armazéns, dedicando-se ao aprovisionamento e reparação de navios, ao comércio de vinho do Pico e da laranja, ao transporte de passageiros e de carga, à caça e produção de óleo de baleia e a uma variedade de outros empreendimentos comerciais, numa rede de contactos comerciais que se estendia dos Estados Unidos, à Europa (sobretudo à região do Báltico), alcançando, no Oriente, a Índia e Macau.Até à sua partida, em consequência do declínio comercial causado por fatores tão diversos como a destruição das vinhas e dos laranjais por doenças que afetaram estas culturas na segunda metade do século XIX, ao declínio da atividade do porto da Horta em detrimento do novo porto de Ponta Delgada, que teve implicações nos negócios da família, conjugado com a afirmação dos Bensaúde, casa comercial que começou a ter um papel mais ativo na economia faialense, a família foi responsável por uma época de prosperidade e de influência política como não se voltou a testemunhar no Faial. No ano seguinte (1893), chegava à Horta a ligação por cabo telegráfico submarino, a partir de Carcavelos, via Ponta Delgada: inaugurava-se uma nova era na história dos Açores e do Faial.Como beneméritos, em tempos difíceis auxiliaram a população faialense assolada por crises alimentares e mediaram conflitos locais, nomeadamente durante as lutas entre liberais e miguelistas. A hospitalidade com que receberam nas suas casas, naturalistas, viajantes, jornalistas, personalidades ilustres e figuras da realeza, abrilhantaram a vida social e cultural da Horta.--O património edificado--Os Dabney deixaram o seu cunho não só nas vivências como na arquitetura da cidade da Horta. A família detinha três grandes propriedades na Horta, Bagatelle (construída em 1812), Fredonia (adquirida em 1835) e The Cedars (construída em 1851). Estas residências foram palco dos mais importantes acontecimentos sociais registados na ilha, com destaque para o baile em honra de D. Pedro, duque de Bragança, em 1832 , e para a receção ao Príncipe de Joinville (terceiro filho do Rei da França), em 1834, ambos na Bagatelle, e o baile em honra do Infante D. Luís, futuro Luís I de Portugal, em 1858, na Fredonia.As diversas residências da família Dabney seguiram o traço arquitetónico de influência neoclássica da Nova Inglaterra (na costa nordeste dos Estados Unidos), caracterizadas por suas dimensões, sacadas, pórticos e bay windows. Desde então, as janelas de sacada e as “torrinhas” são uma das marcas da arquitetura da ilha. Em homenagem a Charles Dabney, o logradouro onde se situam a Fredonia e The Cedars, antiga Rua de Beliago, passou a denominar-se Rua Cônsul Dabney.-Bagatelle-Situada na Rua de São Paulo, foi construída por John Bass Dabney, no contexto da Guerra Anglo-Americana (1812-1814), com mestres de obras e madeiras trazidos dos Estados Unidos para o efeito. Primeira residência própria dos Dabney, aqui funcionou a sede do consulado dos Estados Unidos nos Açores. O edifício revestia-se de interesse arquitetónico, uma vez que se constituía numa construção tipicamente norte-americana das primeiras décadas daquela nação.Na parte sul da casa, a cave ocupava metade do imóvel. No primeiro pavimento, acedido por uma ampla escada e varanda, encontravam-se o amplo e iluminado hall, o salão de baile, a biblioteca. No segundo pavimento encontravam-se a cozinha, a casa de banho, o quarto de arrumações, sete quartos de habitação e a varanda principal. A parte norte, compreendia a área dos criados, a sala de jantar, casas de banho e outros quartos.Nos jardins da propriedade foram cultivadas espécies hortícolas, frutíferas e ornamentais, tendo os Dabney sido os responsáveis pela introdução de várias espécies arbóreas na ilha.Com o regresso da família aos Estados Unidos em 1892, o imóvel foi adquirido em julho de 1920 pelo Dr. Alberto Goulart de Medeiros, sendo depois habitada pelos seus filhos, Alberto Campos de Medeiros (Dr. Campos) e Rosalina. O primeiro tinha ali o seu consultório e a segunda inspirou o filme austríaco de 1993 Rosalinas Haus (A Casa de Rosalina), ali filmado, com música do Maestro António Victorino de Almeida, neto de um irmão do Dr. Goulart de Medeiros e, portanto, primo dos inquilinos da Bagatelle, razão pela qual era presença assídua nesta casa.Com o falecimento de Rosalina na década de 1990, a casa ficou devoluta e o seu rico espólio, que foi utilizado para filmar várias cenas da série Mau Tempo no Canal em 1989, foi parcialmente vendido e depois pilhado ao longo dos anos. A parte traseira (norte), compreendendo a área dos criados, a sala de jantar, casas de banho e outros quartos, ruiu com o terramoto de 1998.A respeito desta casa e do seu estado de abandono, Victorino de Almeida, após tê-la visitado em 2007, referiu: "Nos outros países há ruínas, em Portugal há escombros". Recentemente, os herdeiros aceitaram uma proposta de compra da casa, já em estado avançado de degradação. Atualmente é um condomínio fechado e está reconstruída, mantendo o seu traçado arquitetónico original, mas completamente alterada no seu interior. -Fredonia-Situada na Rua Cônsul Dabney, a propriedade foi adquirida por Charles William Dabney em 1835. Composta por várias casas, cisterna, atafona, moinho, jardim e estufa. Após remodelações, serviu como residência e como sede do Consulado dos Estados Unidos da América nos Açores durante a segunda metade do século XIX. Em 1858, foi o local escolhido para um baile em honra do príncipe D. Luís, futuro Luís I de Portugal (1861-1889).Em 1899, os herdeiros de Samuel Dabney venderam a propriedade à companhia de cabos telegráficos submarinos Europe & Azores Telegraph C.º para residência do seu diretor. Em 11 de novembro de 1969 o imóvel foi adquirido à Cable and Wireless Ltd. pelo Lar das Criancinhas da Horta por 75.000$00. A partir de então foi convertido num equipamento social, destinado às crianças da ilha. Atualmente é a sede do Lar das Criancinhas da Horta / O Castelinho, instituição particular de solidariedade social com as valências de mini-creche, creche, jardim de infância, entre outras. -The Cedars House-Situada na Rua Cônsul Dabney, foi erguida em 1851 por John Pomeroy Dabney, filho mais velho de Charles William Dabney. Palco dos mais variados eventos culturais da Horta, serviu como sua residência oficial até ao início do século XX, quando foi vendida por sua filha Sarah à companhia norte-americana de cabos telegráficos submarinos, Commercial Cable Company, para residência do seu diretor. Posteriormente veio a ser adquirida pelo Governo Regional e hoje é a residência oficial do Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.A primitiva casa era constituída por vários corpos de diferentes formas e alturas, ligados entre si e envolvidos por uma área semiajardinada. Hoje encontra-se dividida em dois núcleos correspondentes a diferentes propriedades. Um na parte superior, não restaurado, e outro na parte inferior, reconstruído, com um muro envolvente de conceção recente.O segundo está rebocado e pintado de branco, à exceção do soco, dos cunhais, da cornija e das molduras dos vãos que estão pintados de cinzento. A cobertura é em telha de canudo rematada por beiral duplo. Destaca-se neste núcleo, o alpendre de madeira voltado para a baía da Horta e a ilha do Pico. Na área ajardinada que lhe corresponde existe um exemplar de ombu ("Phytolacca dioica"), classificada nos termos do Decreto Legislativo Regional n.º 28/84A, de 1 de setembro. -Casa de veraneio, lagar e miradouro em Porto Pim-Também referida simplesmente como Casa dos Dabney, situa-se na parte sudoeste da baía de Porto Pim, na encosta do Monte da Guia, e integra a Área de Paisagem Protegida do Monte da Guia (Decreto Regional n.º 1/80/A, de 31 de janeiro). A propriedade foi adquirida por Charles William Dabney em 1855 e foi um dos locais favoritos para o lazer e recreio das duas últimas gerações da família, que ali se estabeleciam nos meses mais quentes do ano, desde o início do Verão até aos finais de outubro, quando retornavam às suas residências na cidade.Constituía-se num complexo que compreendia, além da residência propriamente dita (a Casa do Tufo), uma adega onde a família produzia vinho, um pequeno cais com abrigo para dois botes e um miradouro inscrito numa pequena área de vinha, protegida dos ventos de sudoeste pelas curraletas de tufo vulcânico. Este miradouro, construído entre 1820 e 1850, apresenta planta em forma arqueada que, em conjunto com os muros de pedra que separam a vinha, lembram uma lira, antigo instrumento musical de cordas, popular na Antiguidade. É composto por dois patamares em forma elíptica, com uma pequena mesa e bancos no topo.Tanto a Antiga Casa e lagar da Família Dabney, quanto o Miradouro da Casa dos Dabney, no Monte da Guia, encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto Regulamentar Regional n.º 13/84/A, de 31 de março, e pelo Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de agosto, alterado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 43/2008/A, de 8 de outubro, ratificados pelo Anexo V do Decreto Legislativo Regional n.º 3/2015/A, de 4 de fevereiro. O conjunto da casa e do lagar foi adquirido e restaurado pelo Governo Regional dos Açores e sedia o Serviço do Ambiente do Faial / Parque Natural do Faial. Possui um núcleo museológico que retrata a história e o percurso da família Dabney aos visitantes. Para ler mais...“A despedida da Família Dabney”. In RIBEIRO, Fernando Faria (2007). Em dias passados. Figuras, Instituições e Acontecimentos da História Faialense. Horta, Núcleo Cultural da Horta. pp. 21-22."A família Dabney". In LIMA, Marcelino (2005). Anais do Município da Horta: ilha do Faial (ed. fac-simil. da de 1940). Horta, Câmara Municipal da Horta. pp. 597-603. “Antiga Casa e lagar da Família Dabney”. In Registo Regional de Bens Culturais.“Casa dos Dabney”. In Parques Naturais dos Açores / Parque Natural do Faial.“Casa e lagar da Família Dabney”. In SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico“Dabney, uma família feliz”. In Revista. Lisboa, Expresso, 2013. pp. 24-30.“Dabneys homenageados pela Câmara”. In RIBEIRO, Fernando Faria (2007). Em dias passados. Figuras, Instituições e Acontecimentos da História Faialense. Horta, Núcleo Cultural da Horta. p. 251.“Descendentes dos Dabney visitam O Castelinho (Fredónia)”. In Lar das Criancinhas da Horta / O Castelinho.“Faialenses agradecidos à Família Dabney”. In RIBEIRO, Fernando Faria (2007). Em dias passados. Figuras, Instituições e Acontecimentos da História Faialense. 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História custodial e arquivística
1. Não se conhece a data exata da cedência dos álbuns de fotografias da família Dabney ao Arquivo Regional da Horta. Porém, tal facto deverá ter ocorrido depois de 1978 e por iniciativa de Thiers de Lemos Júnior, porquanto o chefe de gabinete do secretário regional dos Transportes e Turismo, em ofício de 1978-11-15, dirigiu-se-lhe nos seguintes termos: Assim vimos solicitar a vossa colaboração no sentido de facilitar pelo período necessário, aos serviços técnicos desta secretaria, os álbuns da família Dabney de que é depositário, afim de se obterem cópias para o arquivo destes serviços. Também solicitamos a vossa autorização para a reprodução dos originais em futuros trabalhos de promoção turística. 2. Mais recentemente, alguns descendentes dos Dabney, naturais dos Estados Unidos da América, realizaram uma visita à cidade da Horta e ofertaram, pelo menos, outro álbum, fotografias avulsas e um pequeno conjunto de documentos.3. Para além deste conjunto documental existente na BPARJJG, possui a Assembleia Legislativa dos Açores outro álbum dos Dabney contendo sobretudo fotografias da ilha de São Miguel.
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Doação.
Âmbito e conteúdo
1. Sete álbuns de fotografias (c. 1880-1892) respeitantes à presença dos Dabney nos Açores.2. Seis álbuns que mais não são do que a cópia (efetuada pela BPARJJG para efeitos de proteção dos documentos originais) da coleção acima referida, com a exceção de uma unidade.3. Um pequeno álbum de fotografias, que a BPARJJG compôs, de alguns elementos da família Dabney.4. Dois envelopes de fotografias avulsas.5. O envelope denominado Documentos e fotografias relacionados com a família Dabney cujo conteúdo é constituído por: um resumo em língua portuguesa da história dos Dabney; um rascunho da sua árvore genealógica; um resumo referente à família Hickling; o texto do epitáfio de Charles William Dabney; um artigo extraído de The United States Nautical & Naval Journal acerca do clipper New Boy; o artigo Some old time Boston merchants, ships and shipmasters; o trabalho The descendants of John Bass Dabney and Roxa Lewis Dabney; um caderno com informação de caráter genealógico; o recorte de um artigo publicado em 1980-08-15 intitulado Immigrants from the Azores settled on the Vineyard; cinco fotografias a cores de 1975 e de 1976 de alguns descendentes dos Dabney; negativos de fotografias. 6. Vários negativos de fotografias.
Sistema de organização
Numeração dos álbuns.
Condições de acesso
Acesso condicionado: deve ser vista em primeiro lugar a cópia das fotografias.
Idioma e escrita
Inglês e português.
Instrumentos de pesquisa
Inventário.
Existência e localização de cópias
1. Existe na BPARJJG a cópia digital dos 7 álbuns e das fotografias em avulso. 2. Há igualmente a reprodução de uma dúzia de fotografias em formato 40x30,5 cm feita para uma exposição ocorrida na cidade da Horta há algum tempo.
Data de publicação
23/02/2017 15:38:05