Segundo os seus próprios documentos, a Ordem Terceira do Carmo é uma congregação dos fiéis devotos de Nossa Senhora do Carmo, associados aos religiosos das primeiras ordens, mas vivendo no século e ligados pelos vínculos morais: 1-de uma regra de vida religiosa aprovada pela Santa Sé, 2-pelo noviciado e profissão, 3-pelos votos simples de obediência e castidade, 4-por um hábito próprio que deve ser trajado em todas as festividades da Ordem. As obrigações dos irmãos terceiros reduzem-se à observância dos estatutos (governo temporal) e da regra (domínio espiritual) da Ordem. Aspeto relevante da história da Ordem Terceira do Carmo foi a cedência da Igreja do Carmo aos carmelitas da Horta. Na sequência da extinção das congregações religiosas, vários templos da então recém-criada cidade da Horta estiveram sob a ameaça da demolição ou a do esvaziamento. Contudo, o empenho do futuro duque de Ávila e Bolama fez com que a dita igreja fosse naturalmente cedida a esta Ordem: portaria de 7 de junho de 1836 (fonte: Fernando Faria Ribeiro, Em dias passados: figuras, instituições e acontecimentos da história faialense, edição do Núcleo Cultural da Horta, 2007, página 135). Esta Ordem da cidade da Horta continua presentemente com a sua atividade. A respeito da igreja veja-se: A igreja do Carmo: um património a redescobrir, um livro recentemente editado - julho de 2019 - pela Ordem Terceira do Carmo, no qual o seu autor, o padre Marco Luciano da Rosa Carvalho, apresenta-nos um breve preâmbulo histórico e a descrição da igreja (capítulo 1.º), a evolução das obras efetuadas desde o ano de 1999 até ao dia 29 de julho de 2018, data da reabertura da igreja (capítulo 2.º), e o inventário do seu património móvel: escultura, ourivesaria, mobiliário, paramentaria, livraria, etc. (capítulo 3.º).