Paróquia de Angústias

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Paróquia de Angústias

Detalhes do registo

Informação não tratada arquivisticamente.

Nível de descrição

Fundo   Fundo

Código de referência

PT/BPARJJG/PRQ/PHRT01

Tipo de título

Atribuído

Título

Paróquia de Angústias

Datas de produção

1666-01-15  a  1911-03-30 

Dimensão e suporte

88 livros; papel.

Entidade detentora

Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça - Horta.

Produtor

Paróquia de Angústias.

História administrativa/biográfica/familiar

Existia na freguesia das Angústias uma ermida, cuja edificação atribui-se ao primeiro capitão da ilha e à sua mulher, D. Beatriz de Macedo, com a invocação da Santa Cruz. Este templo foi reconstruído no ano de 1675, por um mandado do bispo Frei Lourenço, e elevado à qualidade de igreja paroquial, sob a dedicação à Nossa Senhora das Angústias, no dia 1684-11-28. Em 1800 iniciou-se a construção de uma nova igreja, a atual, que só ficaria concluída em 1861 (fontes: António Lourenço da Silveira Macedo, História das quatro ilhas que formam o distrito da Horta, reimpressão fac-similada da edição de 1871, Secretaria Regional da Educação e Cultura, 1981, 3.º volume, página 41. - Marcelino Lima, Anais do município da Horta: história da ilha do Faial, Vila Nova de Famalicão: Oficinas Gráficas Minerva, 1943, página 246). Orago da paróquia: Nossa Senhora das Angústias.------------------------------------------------------A atual igreja remonta a uma primitiva ermida, primeira edificação religiosa da ilha, fundada pelo flamengo Joss van Hurtere, o primeiro povoador da ilha do Faial, e sua esposa, Beatriz de Macedo, sob a invocação da Santa Cruz. Ambos viriam a ser aqui sepultados. No testamento de D.ª Beatriz, falecida em 1531, determinava-se provisão para “se fazer a dita Igreja de Santa Cruz e a dita casa para um capelão.” (BPARJJG, Tombo da Misericórdia da Horta, Livro 1).Em setembro de 1589 uma armada de corsários ingleses, sob o comando de Sir George Clifford, 3.º conde de Cumberland, saqueou as igrejas e conventos da Horta durante uma semana. Anos mais tarde, em agosto de 1597, os homens de Sir Walter Raleigh, segundo em comando da armada de Robert Devereux, 2.º conde de Essex, saquearam e incendiaram os principais edifícios religiosos da cidade (Ermida de Santa Cruz, primitiva Igreja do Santíssimo Salvador, Convento de São João, primitivo Convento de São Francisco, Igreja de Nossa Senhora da Conceição), bem como as igrejas paroquiais dos Flamengos, da Feteira e da Praia do Almoxarife.Frei Diogo das Chagas (O.F.M.), em meados do século XVII, registou: "A primeira Igreija que na Ilha se fez, (...) fica em Porto Pim do orago de Santa Cruz que oje nãop está em pé mais que a Capellinha della, que era do primeiro Capitão, e Capitoa, e lhe deixarão fabrica com que se sostenta, e se diz missa nella domingos, e [dias] santos, que ouuve muito pouo, que por aly mora, que fica sendo como arrebalde da Villa (...)." (CHAGAS, 2007:475-476).O bispo da Diocese de Angra, D. Frei Lourenço de Castro, em 30 de agosto de 1675 mandou realizar as obras já autorizadas para a construção da igreja, sob a invocação de Santa Cruz (Arquivo dos Açores, 1878, I:175). A 28 de novembro de 1684, a igreja foi consagrada a Nossa Senhora das Angústias e elevada a paroquial, em resultado do que lhe foram empreendidas obras de reformulação. Para aqui foram transferidos, para o altar-mor os restos mortais de D.ª Beatriz de Macedo.Em 1688, após visita pastoral do bispo D. Clemente Vieira, a paróquia recebeu 572$000 reis para obras finais e ornamentação da igreja (LIMA, 2005:245-246).Ao final do século XVII, frei Agostinho de Monte Alverne (O.F.M.) acerca das freguesias do Faial registou: "Nossa Senhora das Angústias em Porto Pim tem seu vigário com seu tesoureiro, com 176 fogos e 611 pessoas, com duas ermidas, Nossa Senhora da Guia e Santa Bárbara." (MONTE ALVERNE, 1988, III:154).O atual templo, em estilo neoclássico, começou a ser erguido em 1800. O seu órgão foi executado em 1805 pelo organeiro Joaquim António Peres Fontanes. As suas torres sineiras só seriam concluídas em 1861, graças a uma subscrição promovida pela respetiva junta de paróquia.Em 2017 teve lugar um projeto de requalificação do adro da igreja, com intervenção arqueológica, tendo por objetivo diagnosticar a existência de estruturas e/ou contextos arqueológicos; foram postas a descoberto, na zona central do adro, estruturas em alvenaria de pedra irregular ligada com argamassa de cal e areia, que poderão corresponder a vestígios de um edifício que se prolongava para Oeste do adro, possivelmente pertencentes ao primitivo templo.Para ler mais...“Ficha 71.10.199 Igreja das Angústias”. In Inventário do Património Imóvel dos Açores: Horta, Faial. Horta, Direcção Regional de Cultura; Instituto Açoriano de Cultura; Câmara Municipal da Horta, 2003.“Ficha CRS 307-A Adro da Igreja de Nª Srª das Angústias”. In Património Arqueológico dos Açores.“Igreja Paroquial das Angústias / Igreja de Nossa Senhora das Angústias”. In Sistema de Informação para o Património Arquitectónico - Forte de Sacavém. Disponível em: SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitetónico“Intervenção arqueológica no adro da Igreja de Nossa Senhora das Angústias”. In Incentivo. 17 jul. 2017, p. 4.ARAÚJO, João Gonçalves (2019). “O adro da igreja de Nossa Senhora das Angústias (Horta): resultados da campanha arqueológica de 2017”. In Atas do VII Colóquio “O Faial e a periferia Açoriana nos séculos XV a XX”. pp. 411-426.BARREIRA, César Gabriel (1995). Um Olhar sobre a Cidade. Do Passado ao Presente, Roteiros. Horta, Núcleo Cultural da Horta.CHAGAS, Frei Diogo das (2007). Espelho Cristalino em Jardim de Várias Flores (2.ª ed.). s.l., Presidência do Governo Regional dos Açores; Direção Regional da Cultura, Universidade dos Açores, Centro de Estudos Gaspar Frutuoso. [man. entre 1646 e 1654]LIMA, Marcelino (2005). Anais do Município da Horta: ilha do Faial (ed. fac-simil. da de 1940). Horta, Câmara Municipal da Horta.MADRUGA DA COSTA, Ricardo M. (s.d.). “Rosa, Júlio da (Monsenhor)”. In Enciclopédia Açoriana.MONTE ALVERNE, Agostinho de (Fr.) (1988). Crónicas da Província de S. João Evangelista das Ilhas dos Açores (3 vol.). Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada.OLIVEIRA, N'Zinga; ARAÚJO João G.; SILVA, Marla (2018). O Adro da Igreja de Nossa Senhora das Angústias - Horta, Relatório Final da Intervenção Arqueológica. Ponta Delgada, Históriasábias - Associação Cultural.ROSA, Júlio da (1976). Nossa Senhora das Angústias. Angra do Heroísmo, [s.n.].ROSA, Júlio da (1980-1984). "Nossa Senhora das Angústias na Ermida de Santa Cruz Paróquia da Ilha, Freguesia da Vila e Cidade da Horta - 1468-1684-1984". In Boletim do Núcleo Cultural da Horta, vol. 7, n.º 1-2-3. pp. 3-294.ROSA, Júlio da (1982). Dedicação da Igreja de Santa Cruz e de Nossa Senhora das Angústias. Horta, O Telégrafo.ROSA, Júlio da (1983) Em louvor do V Centenário do povoamento da Ilha do Faial 1468-69 - 1968-69. Horta, s.n..SILVEIRA, Carlos M. Ramos da (2007). A Horta antiga. s.l. [Horta], ed. do autor.SILVEIRA, Cristina (2017). "Padre Júlio da Rosa homenageado com Busto no adro da Igreja das Angústias". In Clube Naval da Horta. 28 mai.VALENÇA, Manuel (1990). A Arte Organística em Portugal (1326-1750). Braga.

História custodial e arquivística

Fundo pertencente à paróquia até à criação do registo civil obrigatório pela República em 1911-02-20, data a partir da qual o fundo transitou para a posse dos serviços do registo civil. Foi finalmente incorporado na Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta. Últimas incorporações da Conservatória do Registo Civil da Horta: os últimos livros dos casamentos, dos óbitos e das legitimações, e os seus duplicados, incluindo os duplicados dos livros de batismos em 2009-02-11; os últimos livros dos registos de batismos em 2012-03-08.

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Incorporação.

Âmbito e conteúdo

O fundo da paróquia de Angústias, do concelho de Horta, da ilha do Faial, é constituído por 88 livros de acordo com a seguinte distribuição: série de registos de batismos (15 lvs.), série de registos de casamentos (16 lvs.), série de registos de óbitos (17 lvs.), série de registos mistos (4 lvs.), série de registos de legitimações (1 lv.), subsérie de registos duplicados de batismos (13 lvs.), subsérie de registos duplicados de casamentos (10 lvs.), subsérie de registos duplicados de óbitos (10 lvs.) e uma dupla de livros de índice (2 lvs.).

Ingressos adicionais

Trata-se de um fundo fechado: não se prevê o ingresso adicional de documentação.

Sistema de organização

Classificação funcional.

Condições de reprodução

Reprodução condicionada pelo estado da conservação dos documentos e sujeita à tabela emolumentar em vigor.

Idioma e escrita

Português.

Instrumentos de pesquisa

Guias de remessa e inventário.

Existência e localização de cópias

Existe uma cópia de todos os livros das séries deste fundo em suporte digital na BPARJJG.

Data de publicação

23/08/2019 10:14:59